quarta-feira, 8 de outubro de 2014

                     Cao Guimarães                            (cineasta)

Cao Guimarães, cineasta e artista plástico, nasceu em 1965 em Belo Horizonte, onde vive e trabalha. É graduado em filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e jornalismo na Pontifícia Universidade Católica - PUC, em Belo Horizonte, de 1983 a 1986. Posteriormente torna-se mestre em estudos fotográficos pela Westminster University, em Londres. Antes dedicado à fotografia, a partir dos anos 1990  produz vídeo, videoinstalações e filmes.
Em 1993, recebe o Prêmio Marc Ferrez de Fotografia da Fundação Nacional de Arte, para desenvolvimento do ensaio fotográfico Ex-Votos, com Rivane Neuenschwander . Em 1997, participa de curso sobre cinema experimental em The National Film-Makers Cooperation, em Londres. No fim da década de 1990, passa a realizar principalmente documentários experimentais. Como cineasta e videomaker dirige os filmes Otto,Eu Sou Um Outro (1998); The Eye Land, (1999);Sopro (2000); Hypnosis (2001); Word/World (2001); Fim do Sem Fim (2001); Volta ao Mundo em Algumas Páginas (2002); A Alma do Osso (2004); Rua de Mão Dupla (2004);Da Janela do Meu Quarto (2005); Concerto para Clorofila (2005); entre outros.
Desde o fim dos anos 1980, exibe seus trabalhos em museus e galerias como Tate Modern, Guggenheim Museum, Museum of Modern Art NY, Gasworks, Frankfurten Kunstverein, Studio Guenzano, Galeria La Caja Negra e Galeria Nara Roesler. Participou de bienais como a XXV e XXVII Bienal Internacional de São Paulo e Insite Biennial 2005 (San Diego/Tijuana). Alguns de seus trabalhos foram adquiridos por coleções como Fondation Cartier Pour L’art Contemporain, Tate Modern, Walker Art Center, Guggenheim Museum, Museu de Arte Moderna de São Paulo, MoMA NY, Instituto Cultural Inhotim, entre outros.
É premiado em festivais de vídeo e de cinema nacionais e internacionais. Publica artigos, críticas de arte e contos em suplementos literários de jornais e revistas.

Referência-  Wikipédia, a enciclopédia livre

O terror das selfies

Eleri _UEmbora possa parecer novidade para alguns, no meio digital esse termo já é comum. De um modo geral não é novo. Segundo consta, o termo foi cunhado e apareceu pela primeira vez em 2002 num congresso na Austrália. Mas se tornou popular recentemente quando virou febre com a também popularização das câmeras e celulares digitais, principalmente nas mídias sociais.
Para esclarecer, é uma espécie de autorretrato fotográfico tirada com uma câmera segura ao comprimento do braço e normalmente incluem apenas o fotógrafo ou o número de pessoas que pode estar em segundo plano (selfie de grupo). Tem também as de espelho, normalmente fazendo pose e beiço.
Embora a maioria faça uma selfie ‘apenas para aparecer’, como dizia meu pai, atualmente, “aparição” quase sempre vem associada à avaliação financeira e quase tudo na atualidade pode ser transformado em moeda, sendo valorada.
Vejamos a selfie mais famosa e valiosa até o momento, protagonizada na 86ª cerimônia de entrega dos Academy Awards, mais conhecido como Oscar 2014, ocorrido em março deste ano. Na ocasião, a apresentadora principal, Ellen DeGeneres, fez uma selfie com um grupo de vencedores do certame, tendo mais de 2,7 milhões de compartilhamentos.
Tirada por um celular da Samsung, chegou a congestionar o Twitter o que fez com que a ação publicitária fosse avaliada a algo entre 800 milhões a 1 bilhão de dólares.
Desde então virou uma febre sem precedentes na história recente da humanidade. Em qualquer lugar público que se vá, há pessoas fazendo caras e bocas, sozinhos ou acompanhados, e postando na net.
Ocorre que os limites da boa conduta também se quebraram nesse ambiente. Nacionalmente temos pelo menos dois episódios esdrúxulos.
O primeiro é o da morte do então candidato à presidência da república Eduardo Campos. Quando no seu velório foram feitas inúmeras selfies, inclusive e principalmente de pessoas famosas e muitas autoridades, que sem medo do ridículo faziam, ora cara de choro, ora de felicidade. Os motivos de um e de outro é que não se ficou sabendo ao certo.
As mais recentes, deste final de semana, foram as selfies das pessoas votando. Obviamente que está embutido nesse ato o orgulho de votar e devemos mesmo tê-lo, como país democrático que somos. Mas a questão deveria se encerrar aí.
É tão séria esta questão que a Polícia Federal (PF) criou inclusive uma ação específica para conter o crime. É a Operação Selfie na Urna que foi postada no perfil da PF no Instagram, tendo um aviso que selfie em votação é crime e pode render ao incauto pena de dois anos e multa, conforme a Lei 9.054.
Há outro alerta importante a ser considerado. Se nem mesmo os adultos tem noção do nível de exposição que fazem nas selfies e dos perigos que representam esses arroubos fotográficos, o que esperar das crianças e adolescentes, cada vez mais expostos ao ambiente virtual, mas que tem tudo de real.
Já existem até algumas variantes (ou subgêneros, como gostam de falar o pessoal ligado), como “belfie” (selfie do bumbum) e o “helfie”, que é para mostrar um novo corte de cabelo. Cada uma!!!!
As empresas, não diferente do que ocorre no ambiente pessoal também podem ser vítimas de ações incautas de colaboradores se expondo em atitudes inadequadas no ambiente de trabalho ou mesmo expondo processos para concorrentes.
Ou de outro, se bem coordenadas, podem ter grande utilidade como elemento estratégico para melhorar o nível de exposição e visualização das atividades das empresas, bem como de seus clientes, colaboradores e demais stakeholders.
Como elemento de marketing permite a aproximação com o público alvo, faz com os clientes percebam os bastidores da empresa tornando mais humana a percepção ou mesmo clientes fazendo uso dos produtos, materializando a identidade organizacional.
O que não vale em nenhum dos casos, são os exageros, sejam eles nos ambientes pessoais ou profissionais. No ambiente cotidiano ou no espaço reservado, use com parcimônia, como recomenda um comercial de bebidas.

http://www.atribunamt.com.br/2014/10/o-terror-das-selfies/

artes livre

Robert Lepage diverte-se quando é comparado ao cineasta Federico Fellini por sua habilidade em criar ilusionismo com um extravagante senso visual a partir da comunhão entre o hermético e o mundano. "Talvez porque, como ele, sinto que meu trabalho é tão revelador sobre quem sou e o que busco entender sobre mim mesmo."
É justamente isso o motivador do trabalho de Lepage que, por extensão, busca compreender o mundo. Em Espadas, a ação faz um paralelo entre duas cidades construídas no deserto, Las Vegas e Bagdá. A primeira, por conta de sua arquitetura fake, desponta como uma caricatura do mundo ocidental, enquanto Bagdá é a capital bombardeada pelo governo americano em nome da democracia. "É esse jogo de aparências que marca o espetáculo", conta Lepage. "Durante um fim de semana, diversos personagens se refugiam na cidade americana em busca de ilusões, mesmo que outra cidade no outro lado do mundo esteja sendo bombardeada."
Já Copas amarra Argélia, França, a cidade canadense de Quebec e a Primavera Árabe, em dois tempos, 2011 e 1856. Na época mais recente, surge Chaffik, jovem magrebino que trabalha como motorista de táxi no Canadá e que decide investigar sua árvore genealógica para desvendar o mistério do desaparecimento do avô.
Logo, ele descobre uma conexão com o famoso mágico francês Houdini que, em 1856, foi enviado pelo governo do seu país à Argélia, para rivalizar com o poder espiritual e mágico dos marabutos (eremita considerado santo por habitantes da região noroeste da África). "A relação entre eles em pouco tempo torna-se visível, não apenas por questão familiar, mas também por magia, crenças e fé", argumenta Lepage.
As fronteiras do tempo se esfumaçam e a Argélia colonial e suas ruelas se confundem com o mundo dos mágicos franceses (Robert-Houdin, Méliès), e de suas ligações com a ciência e o cinema. "Para esses espetáculos, adoto o formato arena, com o público cercando o palco como em um ringue de boxe", diz o diretor.
"Além de permitir que o espectador se sinta dentro da cena, há uma verticalidade que, metaforicamente, pensemos no céu e no inferno. Também o ator é obrigado a ter um maior domínio de espaço, pois sempre estará cercado de público, e a saber utilizar a voz com precisão."
No comando de um grande número de técnicos e atores, Lepage diverte-se ao se ver no meio de um caos organizado. "Sei que é um paradoxo, mas o caos é o início de tudo", justifica. "Quando começo o processo, não sei para onde vamos, mas sei que será um caminho louco."

ATUALIDADES - Todos pela qualidade

A forma como a escola usa o espaço, as relações interpessoais e a interação com a comunidade também são importantes na Educação das crianças


Escola limpa, bem conservada e equipada, com espaços adequados, equipe comprometida e comunidade atuante em seu cotidiano. Todos esses fatores são parte do que se entende por uma boa escola. O que nem sempre fica claro entre os integrantes da equipe, porém, é o objetivo primordial de buscar um ambiente como esse: oferecer condições para que as crianças, de fato, aprendam. Para que a gestão escolar seja bem-sucedida, cada medida tomada deve considerar esse preceito, funcionando como um verdadeiro filtro para todas as ações.

A maneira como diretor, professores e funcionários enxergam os alunos é outro ponto que pode determinar o funcionamento do ambiente. "É muito comum vermos equipes que parecem lidar com "alunos invisíveis", condenados a usar banheiros sujos, comer com o prato na mão, de quem se pode falar mal em sua frente, como se não estivessem lá", afirma a consultora pedagógica do Centro de Documentação para a Ação Comunitária (Cedac), Maria Maura Barbosa. "O que existe é uma responsabilização do aluno (que é visto como quem depreda, é mal-educado) ou da comunidade (que é carente e violenta) pelas más condições da escola."

O gestor é o responsável pela criação de um ambiente acolhedor, que viabilize o trabalho educacional, cumprindo o projeto pedagógico da escola. Mas é essencial que ele envolva equipe, pais e alunos em torno desse objetivo. "Todos os atores da comunidade escolar ensinam e aprendem. E os espaços e práticas atitudinais também educam", diz Bianca Cristina Correa, especialista em gestão da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto.

Por isso, o diretor deve estar muito atento ao que se transmite "nas entrelinhas" dos processos e das relações interpessoais que se estabelecem na escola. Seu desafio é o de coordenar diferentes gestões - equipe, espaços, parcerias, recursos - para promover a aprendizagem das turmas. "As questões burocráticas e administrativas são apenas meios para concretizar as propostas pedagógicas"
 

http://revistaescola.abril.com.br/

artes

Efeito Fog (Névoa)

hazy-photo-sandwich-bag-trick
Esse eu já vi bastante rodando pelo facebook, é realmente muito simples, serve para criar uma névoa na imagem e dependendo do reflexo da luz, é possível até um efeito quase flare (clarão de reflexo da lente – imagem inferior a direita). Muito interessante não achou?

Segundo turno

Aécio supera Marina na reta final e vai ao segundo turno contra Dilma

Do UOL, em São Paulo 




  • Ricardo Moraes/Reuters

    Dilma e Aécio no último debate, realizado pela TV Globo, na quinta-feira (2)

    Dilma e Aécio no último debate, realizado pela TV Globo, na quinta-feira (2)

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, e o senador Aécio Neves (PSDB) disputarão o segundo turno da eleição presidencial em 26 de outubro. O candidato tucano ultrapassou a ex-senadora Marina Silva (PSB) na reta final da campanha.

Com 100% das urnas apuradas, Dilma obteve mais de 43,2 milhões de votos (41,6%) contra 34,9 milhões de Aécio (33,5%) e 22,2 milhões de Marina (21,3%).

Fonte: TSE

Aécio aparecia em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto até amorte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, candidato pelo PSB, em um acidente aéreo em Santos, no litoral paulista, em 13 de agosto.

Marina passou, então, de vice a cabeça de chapa do PSB e logo tomou o segundo lugar do tucano na preferência dos eleitores. A ex-ministra do Meio Ambiente chegou a ficartecnicamente empatada com Dilma em primeiro lugar no começo de setembro.

Alvo de ataques da petista e do tucano, Marina perdeu terreno e acabou superada por Aécio. O empate técnico entre os dois, que marcou o início davirada de Aécio, foi registrado pela primeira vez na pesquisa Datafolhadivulgada na última quinta-feira (2).

Com a virada na reta final, o senador mineiro evitou um fiasco histórico para o PSDB. Fundado em 1988, o partido só saiu derrotado da disputa presidencial no primeiro turno em 1989 – na ocasião, o candidato tucano era Mário Covas. 

O segundo turno está marcado para o dia 26 de outubro, o último domingo do mês. No horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, o tempo dos programas será dividido igualmente entre as candidaturas. Cada uma terá dez minutos por edição.

Artes- Cao Guimarães

Séries Gambiarras de Cao Guimarães.

Cao Guimarães diz: 

O meu conceito de gambiarra é algo em constante ampliação e 
mutação. Ele deixa de ser apenas um objeto ou engenhoca perceptível na 
realidade e se amplia em outras formas e manifestações como gestos, ações, 
costumes, pensamentos, culminando na própria idéia de existência. A 
existência enquanto uma grande gambiarra, onde não cabe a bula, o manual 
de instrução, o mapa ou o guia. A gambiarra enquanto ‘phania’ ou expressão, 
uma manifestação do estar no mundo. A gambiarra é quase sempre um 
‘original’ e não uma cópia, uma reprodução. E por isso é uma entidade viva, 
em constante mutação. Registrá-la é torná-la reproduzível, multiplicá-la 
modificando sua função fundamental. A gambiarra é justamente a falta de bula e de manuais de instrução, de 
mapas e de guias. A gambiarra é o não oficioso, o que não foi carimbado pela 
história e pelo selo de qualidade registrada.