
SÉTIMA TOP Este blog é um espaço cultural que tem por objetivo mostrar fatos atuais e aspectos importantes da área de Artes e Atualidades. É mantido por alunos de uma turma de 8º ano do Ensino Fundamental Maior, do Colégio Clita Batista. Foi construído com o objetivo de levar à sociedade um conjunto de informações e conhecimentos; realizar associações, produzir textos criativos e despertar a consciência crítica. Imagem: Romero Britto, Mistura de Raças
quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Artes- Tarsila do Amaral
Quadro EFCB, de Tarsila do Amaral
Detalhe de EFCB que se destaca:
Tarsila pinta em tons de verde e amarelo. O modernismo é conhecido pela valorização das ideias brasileiras, por isso a pintora escolheu as cores do país para serem o destaque do seu quadro.
Movimento Antropófago
Leonardo da Vinci/Artes
Leonardo nasceu a 15 de Abril de 1452, na pequena cidade de Vinci, perto de Florença, centro intelectual e científico da Itália. O seu talento artístico cedo se revelou, mostrando excepcional habilidade na geometria, na música e na expressão artística. Reconhecendo estas suas capacidades, o seu pai, Ser Piero da Vinci, mostrou os desenhos do filho a Andrea del Verrocchio. O grande mestre da renascença ficou encantado com o talento de Leonardo e tornou-o seu aprendiz. Em 1472, com apenas vinte anos, Leonardo associa-se ao núcleo de pintores de Florença.
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Não se sabe muito mais acerca da educação e formação do artista, no entanto, muitos autores afirmam que o seu conhecimento não provém de fontes tradicionais, mas sim da observação pessoal e da aplicação prática das suas ideias.
Os pensadores renascentistas viam uma certa perfeição matemática na forma humana. Esta imagem representa o corpo humano inserido na forma ideal do círculo e nas perfeitas proporções do quadrado. A imagem foi usada por Luca Pacioli na ilustração do seu livro De Divina Proportione | «De Divina Proportione»1490 |
"Quero ser uma pintora da minha terra". Foi assim que Tarsila do Amaral definiu, certa vez, sua ambição nas artes. Essa pintora modernistabrasileira nasceu numa propriedade rural no interior de São Paulo.
De família tradicional e rica, estudou em São Paulo (no Colégio Sion) e, a partir de 1902, em Barcelona,Espanha (no Colegio del Sagrado Corazón). Ali, aos 16 anos, pintou "Sagrado Coração de Jesus", seu primeiro quadro conhecido.
Quatro anos depois, casou com André Teixeira Pinto, pai de sua única filha, Dulce. Separou-se dele e, em São Paulo, começou a estudar escultura (com Zadig Mantovani) e, depois, desenho e pintura (com Pedro Alexandrino).
Em 1920, embarcou novamente para a Europa, com a filha, que ficou num colégio em Londres. Tarsila se fixou em Paris, onde ingressou na Académie Julian e freqüentou o ateliê de Émile Renard. Em 1922, teve uma de suas telas admitida no Salão dos Artistas Franceses. No mesmo ano, regressou para o Brasil e se juntou aos intelectuais modernistas, embora não tenha participado da Semana de 22.
Juntamente com Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade eMenotti del Picchia, formou o "Grupo dos Cinco". Nessa época, iniciou o romance com Oswald de Andrade.
Um ano depois, voltou para a Europa e a convivência com intelectuais, pintores e poetas de lá. Em 1926, expôs em Paris (com grande sucesso) e se casou com Oswald.
Suas obras, de cores intensas e temas regionais, seguiam o conceito nacionalista do modernismo. Em 1928, pintou como presente de aniversário para Oswald o "Abaporu" ("homem que come", em tupi). O quadro mostra uma figura solitária de pés imensos, sentada sobre uma planície verde, com o braço dobrado repousando no joelho e a mão sustentando o peso de uma minúscula cabeça. Era uma pintura que poderia facilmente representar o Movimento Pau-Brasil.
Tarsila também pintou os temas urbanos, como em "São Paulo" (1924) e "Morro da favela" (1924). Retratou figuras humanas arquetípicas, como nos famosos "A Negra" e "A caipirinha" (ambos de 1923), e registrou o interior brasileiro, como em "Cartão-Postal" e "Sol Poente" (ambos de 1929).
Em 1933, com o quadro "Operários", ela deu início à pintura social no Brasil. No ano seguinte, participou do Primeiro Salão Paulista de Belas-Artes.
Tarsila e Oswald se separaram em 1930. De meados dos anos 1930 a meados dos anos 1950, ela viveu com o escritor Luís Martins. De 1936 a 1952, foi colunista da rede Diários Associados.
Em 1951, participou da Primeira Bienal de São Paulo e, em 1963, teve sala especial na Sétima Bienal de São Paulo. No ano seguinte, já perto da oitava década de vida, ainda participou da Bienal de Veneza.
Arte moderna
Definição
Há controvérsias sobre os limites temporais do moderno e alguns de seus traços distintivos: como separar clássico/moderno, moderno/contemporâneo, moderno/pós-moderno. Divergências à parte, observa-se uma tendência em localizar na França do século XIX o início da arte moderna. A experiência urbana - ligada à multidão, ao anonimato, ao contingente e ao transitório - é enfatizada pelo poeta e crítico francês Charles Baudelaire (1821 - 1867) como o núcleo da vida e da arte modernas. O moderno não se define pelo tempo presente - nem toda a arte do período moderno é moderna -, mas por uma nova atitude e consciência da modernidade, declara Baudelaire, em 1863, ao comentar a pintura de Constantin Guys (1802 - 1892). A modernização de Paris - traduzida nas reformas urbanas implementadas por Haussmann, entre 1853 e 1870 - relaciona-se diretamente à sociedade burguesa que se define ao longo das revoluções de 1830 e 1848. A ascensão da burguesia traz consigo a indústria moderna, o mercado mundial e o livre comércio, impulsionados pela Revolução Industrial. A industrialização em curso e as novas tecnologias colocam em crise o artesanato, fazendo do artista um intelectual apartado da produção. "Com a industrialização, esse sistema entra em crise", afirma o historiador italiano Giulio Carlo Argan, "e a arte moderna é a própria história dessa crise."
O trajeto da arte moderna no século XIX acompanha a curva definida peloromantismo, realismo e impressionismo. Os românticos assumem uma atitude crítica em relação às convenções artísticas e aos temas oficiais impostos pelas academias de arte, produzindopinturas históricas sobre temas da vida moderna. A Liberdade Guiando o Povo(1831), de Eugène Delacroix (1798 - 1863), trata da história contemporânea em termos modernos. O tom realista é obtido pela caracterização individualizada das figuras do povo. O emprego livre de cores vivas, as pinceladas expressivas e o novo emprego da luz, por sua vez, recusam as normas da arte acadêmica. O realismo de Gustave Courbet (1819 - 1877) exemplifica, um pouco mais tarde, outra direção tomada pela representação do povo e do cotidiano. As três telas do pintor expostas no Salão de 1850, Enterro em Ornans, Os Camponeses em Flagey e Os Quebradores de Pedras, marcam o compromisso de Courbet com o programa realista, pensado como forma de superação das tradições clássica e romântica, assim como dos temas históricos, mitológicos e religiosos.